sexta-feira, 9 de maio de 2014

  Bela iniciativa : é através deste tipo de discussão que se chega a equidade.

 Projeto

André Sobral
Universidade Cidadã
Projeto tem o intuito de debater temas voltados para os Direitos Humanos com estudantes universitários
O projeto Universidade Cidadã é uma iniciativa da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos de Vitória para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes, tendo o intuito de levar temas ligados aos Direitos Humanos para alunos de instituições de ensino superior de quaisquer cursos das faculdades parceiras, especialmente aqueles que estejam cursando os quatro primeiros períodos.
Dentro da programação do projeto, os estudantes participam do "Circuito da Cidadania" e conhecem todos os serviços disponibilizados na Casa do Cidadão, assim como as políticas e ações desenvolvidas por cada gerência da secretaria no que tange à promoção dos direitos humanos. As ações fortalecem o exercício da cidadania e a cultura de paz na capital.
Os universitários são convidados a debater sobre diversidade cultural participando de oficinas sobre introdução aos Direitos Humanos, diversidade sexual e prevenção da homofobia, relações étnicorraciais, gênero, mediação de conflitos e direitos do consumidor.

Fonte : http://www.vitoria.es.gov.br/secom.php?pagina=noticias&idNoticia=14408

Implantação da Guarda Municipal é debatida na Serra

GuardaSerra052014_4No dia 06 de maio foi realizada, na Câmara Municipal da Serra, a Audiência Pública para a implantação e criação da Guarda Municipal da Serra cujo proponente foi o vereador Bruno Lamas (PSB).
Os trabalhos foram abertos pelo presidente da Casa de Leis, vereador Guto Lorenzoni (PP) que ressaltou a importância do evento. “Serve para a consolidação da implantação da Guarda Municipal no município”, endossou. O presidente elogiou a iniciativa e lembrou que desde a legislatura passada o vereador Bruno Lamas vem discutindo o tema, que se tornou proposta de governo do prefeito Audifax Barcelos. “Fico hoje satisfeito de estar aqui, pois trata-se de um tema importante para a sociedade serrana e munícipes. isso vai dar o pontapé inicial neste processo”, declarou.
A mesa de debate foi composta pelo capitão Ramon Quedevez representando o 60 Batalhão de Polícia Militar; Alessandro Darós representou a Secretaria Estadual de Segurança Pública; o vereador Jorjão representou a Comissão de Segurança Pública da Câmara da Serra além do Secretário de Defesa Social da Serra, coronel Renato. Da Sociedade Civil integrou a mesa o presidente da subsesção Serra, Eduardo Pandoupho, o Coordenador geral da AMO Jean Cassiano; o presidente da Federação dos Moradores (FAMS), Jacinto Sezini, representante do Conselho Interativo de Segurança Pública de Jacaraípe e Manguinhos, Ronaldo Rodrigues e Eromildo Cruz do Sindicato dos Agentes de Segurança e dos Guardas Municipais do Espírito Santo;
Bruno Lamas enfatizou que a audiência pública contou com requerimento aprovado em Plenário e a Câmara cumpre aqui o seu papel de estar representando a sociedade e estar debatendo assuntos relevantes para essa cidade e a Segurança Pública afeta e interessa a todos. “A Guarda Municipal é um sonho desta cidade e hoje vamos ter oportunidade de conhecer a sua natureza jurídica e tirar as dúvidas, bem como saber sobre o plano de trabalho da prefeitura da Serra para sua implantação”, relatou.
A palestra sobre a natureza jurídica da Guarda Municipal foi feita pelo Dr. Pablo Andrade, advogado e professor de direito.
O Capitão Ramon Quedevez disse que o 60 Batalhão de Polícia Militar aprova e incentiva a criação da Guarda Municipal armada na Serra. “Se será policiamento ostensivo ou não isso veremos com o tempo. O fato é que a Polícia Militar do ES apóia a iniciativa”, enfatizou.
Alessandro Darós informou o apoio incondicional do Governo do Estado para a criação de Guardas Municipais. “O município tem o papel importante no controle da criminalidade. Esse papel é mais na prevenção no que no controle policial, desde que as Guardas Municipais tenha padrão mínimo de qualidade pois não há um marco regulatório sobre o assunto no país”.
 Com certeza será um marco na segurança e combate à violência de todos os gêneros e raças no município de Serra-Es, gostaríamos de parabenizar a Câmara dos Vereadores do município por essa iniciativa.


02.05.2014 - Espírito Santo assina termo de adesão ao Plano Juventude Viva

2 de Maio de 2014
Na manhã desta sexta-feira (2/5), a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), ao lado da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou o Plano Juventude Viva no Palácio Anchieta, em Vitória (ES). O programa, que visa à prevenção da violência contra a juventude negra, vai atuar em seis municípios capixabas, além da capital. Ao todo, o governo federal investe 96 milhões de reais, que serão distribuídos em programas nas áreas de educação, saúde, cultura, justiça, trabalho e emprego, entre outras.
No lançamento, estiveram presentes o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o prefeito de Vitória, Luciano Resende, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Luiza Bairros (Seppir), a secretária nacional de juventude, Severine Macedo, além de diversos movimentos de juventude, em especial os que atuam com a pauta da igualdade racial. O jovem Carlos Abelhão, 27, milita em prol do povo negro. Ele acredita que a adesão do Espírito Santo ao Plano “é uma oportunidade para mostrarmos para a sociedade essa problemática. Combater a violência é uma luta histórica do movimento negro. Temos que celebrar a conquista”, disse.
A ministra da Seppir, Luiza Bairros, acredita que a imagem da população negra no Brasil, em geral, costuma ser “desqualificada” e “desumanizada” pela sociedade. Ela associa a exposição do povo negro à violência como fator oriundo do racismo. “Todas as ações em várias frentes são importantes, mas a luta contra o racismo não pode parar. Isso também é parte integrante do Plano Juventude Viva. É nosso desafio", frisou.
Taxas de homicídios - De acordo com o Ministério da Saúde, o Espírito Santo ocupa o segundo lugar em taxas de homicídios contra jovens no país, estando abaixo apenas do estado de Alagoas. As cidades que vão receber o Plano são Vitória, Vila Velha, Cariacica, Linhares, os municípios de Serra, Guarapari e São Mateus. Juntas, elas concentraram, em 2011, 73% das mortes registradas em todo o estado.
O Plano foi construído a várias mãos, unindo esforços dos movimentos sociais que conseguiram pautar a questão na esfera pública. É o que afirma a secretária Severine Macedo. “O movimento negro no Brasil denuncia o genocídio da juventude negra há anos. O Plano é um esforço conjunto de articulação entre as políticas dos governos federais, estaduais e municiais e foi feito a partir das demandas da sociedade”. Ela citou também a necessidade de aprovação do Projeto de Lei 4471, que tramita na Câmara dos Deputados propondo-se a apurar com mais critério os casos de letalidade derivada do emprego da força policial.
A partir dessa recorrência história de violência no estado, a ideia é que o Juventude Viva possa combater o problema ofertando serviços públicos que garantam a direitos da população jovem, compreendida entre 15 e 29 anos. "O Juventude Viva contempla uma série de políticas para tentar mudar a cultura de violência e oferecer alternativa para os jovens. É um processo longo, mas precisamos investir", afirmou ministro-chefe da SGPR, Gilberto Carvalho.
Qualquer pessoa ou instituição pode fazer parte da Rede Juventude Viva e atuar no enfrentamento à violência contra a juventude negra brasileira. Cadastre sua instituição clicando aqui! Quem já fazia parte da rede, também deve se recadastrar. Você também pode participar da comunidade Rede Juventude Viva no Participatório e contribuir com os debates e discussões! Se quiser saber mais informações, acesse o site oficial do Juventude Viva (www.juventude.gov.br/juventudeviva)



 Entidades capixabas lançam nota de repúdio contra linchamento de jovem negro na Serra
         “República das Bananas” costuma ser um termo usado para países que dependem economicamente de nações mais ricas e que têm classes sociais bem definidas: uma base trabalhadora pobre e uma elite, que, apesar de minoria, mantém seu poder político econômico. A fruta costuma também ser utilizada para hostilizar negros em episódios de discriminação racial. Desses simbolismos pejorativos, a banana (apesar de não ter nada a ver com isso) está em alta no momento e, quem diria, numa suposta luta contra o racismo, depois dos fatos ocorridos no futebol espanhol envolvendo jogadores brasileiros.
         Enquanto a foto da superestrela Neymar comendo banana tem sido exaltada por famosos e outros nem tanto e compartilhada excessivamente nas redes sociais em apoio ao jogador Daniel Alves, colega de time que comeu uma banana jogada por torcedores europeus, uma causa igualmente ou até mais justa segue em pleno anonimato, aqui no Estado. O caso do jovem negro capixaba Alailton Ferreira, assassinado aos 17 anos, num episódio macabro de linchamento com evidentes componentes racistas, permanece confinado a um debate indignado entre amigos, familiares do jovem e ativista do movimento negro, sem encontrar eco junto ao governo do Estado e à mídia.
         Ser vítima de racismo tendo uma conta bancária estratosférica, como as  estrelas do futebol europeu  Neymar e Daniel Alves, pode ser até moleza: eles possuem o prestígio e a fama que a profissão lhes dá para conquistar apoio de famosos e lançar campanha publicitária milionária. Aqui, entidades ligadas aos movimentos sociais, aos direitos humanos e ao movimento negro só podem contar com a solidariedade de quem deseja uma sociedade menos desigual. Daí a razão pela qual fizeram nota de repúdio contra o linchamento e a omissão do governo do Estado.  As assinaturas de apoio estão sendo recolhidas no site Petição Pública e, além de endereçada ao governo, também serve de reflexão de toda sociedade capixaba e brasileira.
         Acusado injustamente por estupro (a própria Polícia alega não haver qualquer indício de que Alailton, que tinha problemas mentais, praticou o crime), o espancamento, que aconteceu, na tarde de 6 de abril, no bairro de Vista da Serra II, causou indignação nacional e até internacional por sua crueldade. Apesar disso, não passou de mais um fato corriqueiro relatado nas páginas dos jornais do Estado, sem qualquer reflexão sobre o tema ou campanha de conscientização contra o racismo patrocinada por entidade pública ou privada.

1 de maio de 2014