02.05.2014 - Espírito Santo assina termo de adesão ao Plano Juventude Viva
Na manhã desta sexta-feira (2/5), a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), ao lado da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou o Plano Juventude Viva no Palácio Anchieta, em Vitória (ES). O programa, que visa à prevenção da violência contra a juventude negra, vai atuar em seis municípios capixabas, além da capital. Ao todo, o governo federal investe 96 milhões de reais, que serão distribuídos em programas nas áreas de educação, saúde, cultura, justiça, trabalho e emprego, entre outras.
No lançamento, estiveram presentes o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o prefeito de Vitória, Luciano Resende, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Luiza Bairros (Seppir), a secretária nacional de juventude, Severine Macedo, além de diversos movimentos de juventude, em especial os que atuam com a pauta da igualdade racial. O jovem Carlos Abelhão, 27, milita em prol do povo negro. Ele acredita que a adesão do Espírito Santo ao Plano “é uma oportunidade para mostrarmos para a sociedade essa problemática. Combater a violência é uma luta histórica do movimento negro. Temos que celebrar a conquista”, disse.
A ministra da Seppir, Luiza Bairros, acredita que a imagem da população negra no Brasil, em geral, costuma ser “desqualificada” e “desumanizada” pela sociedade. Ela associa a exposição do povo negro à violência como fator oriundo do racismo. “Todas as ações em várias frentes são importantes, mas a luta contra o racismo não pode parar. Isso também é parte integrante do Plano Juventude Viva. É nosso desafio", frisou.
Taxas de homicídios - De acordo com o Ministério da Saúde, o Espírito Santo ocupa o segundo lugar em taxas de homicídios contra jovens no país, estando abaixo apenas do estado de Alagoas. As cidades que vão receber o Plano são Vitória, Vila Velha, Cariacica, Linhares, os municípios de Serra, Guarapari e São Mateus. Juntas, elas concentraram, em 2011, 73% das mortes registradas em todo o estado.
O Plano foi construído a várias mãos, unindo esforços dos movimentos sociais que conseguiram pautar a questão na esfera pública. É o que afirma a secretária Severine Macedo. “O movimento negro no Brasil denuncia o genocídio da juventude negra há anos. O Plano é um esforço conjunto de articulação entre as políticas dos governos federais, estaduais e municiais e foi feito a partir das demandas da sociedade”. Ela citou também a necessidade de aprovação do Projeto de Lei 4471, que tramita na Câmara dos Deputados propondo-se a apurar com mais critério os casos de letalidade derivada do emprego da força policial.
A partir dessa recorrência história de violência no estado, a ideia é que o Juventude Viva possa combater o problema ofertando serviços públicos que garantam a direitos da população jovem, compreendida entre 15 e 29 anos. "O Juventude Viva contempla uma série de políticas para tentar mudar a cultura de violência e oferecer alternativa para os jovens. É um processo longo, mas precisamos investir", afirmou ministro-chefe da SGPR, Gilberto Carvalho.
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