sábado, 31 de maio de 2014

Referências Bibliográficas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERENTE AO TEMA DO MÓDULO 2

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo. A experiência vivida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

DEL PRIORE, Mary. A Mulher na História do Brasil. São Paulo: contexto, 1994.

_____. História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997.

HAHNER, June. A Mulher Brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937. São Paulo: Brasiliense, 1981.

NADER, Maria Beatriz. Mulher: do destino biológico ao destino social. Vitoria: Edufes, 1997.

PALUDO, Conceição (org.). Mulheres: resistência e luta em defesa da vida. São Leopoldo: CEBI, 2009.

SAFFIOTI, Heleieth. O poder do Macho. São Paulo: Moderna, 1987.

MANDRÁGORA/ Núcleo de Estudos Teológicos da Mulher na América Latina. Gênero, Religião e Políticas Públicas. Vol. 1, nº 1. São Bernardo do Campo: Metodista, 1994.


Maria de Fátima Castelan




Mais de mil pessoas fizeram denúncias contra violência e discriminação em Vitória



Mais de mil pessoas procuraram a Coordenação de Atendimento as Vitimas de Violencia e Discriminação (Cavvid) que funciona na Casa do Cidadão, em Vitoria, somente no ano passado. 88% dos atendimentos estão relacionados a violência doméstica, já os casos de discriminação racial somaram 6% dos registros.
Entre os serviços prestados pela Cavvid estão acolhimento, acompanhamento social, psicológico além de orientação jurídica, tanto para a vítima quanto para o agressor. Mais do que tratar do fato ocorrido, o trabalho também é para evitar que novos casos aconteçam.
Segundo a coordenadora do Cavvid, Lorena Padilha, o serviço é gratuito e atende não só o morador de Vitória como de todo o Estado, dependendo da situação. “Para a violência doméstica e discriminação racial os nossos serviços existem para os moradores de Vitória. Porém, nos casos de discriminação por orientação sexual, através de uma parceria, nós atendemos todo o Estado”, explica a coordenadora.
Há cinco anos convivendo com o preconceito e a discriminação. Assim ficou a vida do auxiliar administrativo Vanderlei Tongo depois que ele assumiu a homossexualidade. Na época era casado e foi acusado pela ex-mulher de abusar do próprio filho. Comprovou na Justiça que era inocente.
Mesmo assim, o auxiliar ainda está proibido de ver a criança e continua sofrendo com a exclusão social. “Meu filho vive uma mentira. Eu sei onde ele mora, eu sei onde ele estuda e não posso vê-lo, abraçá-lo. As datas que eu quero estar junto com ele eu não posso”, conta.
Vanderlei recebeu atendimento na coordenação e garante que graças ao tratamento hoje pode levar uma vida quase normal, só falta a presença do filho. “Eu não vou desistir dele. Eu não sei o que me espera no futuro, mas eu vejo um futuro com ele. Vivendo normalmente como a gente sempre viveu”.
http://www.folhavitoria.com.br/

Casos de violência contra a mulher

http://www.folhavitoria.com.br/site/?target=media_center_internas&vid=FV_RPTG_00004473


Mais um caso de agressão contra a mulher foi registrado na Grande Vitória. Desta vez, a 

vítima foi espancada pelo próprio namorado e até o filho dela, de dois anos, foi agredido pelo 

acusado. As marcas da violência ficaram nas mãos e, principalmente, na cabeça da jovem 

Dayane Herculane. A auxiliar de escritório foi agredida e teve metade dos cabelos 

arrancados pelo próprio companheiro. 

"Ele pegou pelos meus cabelos, me deu muitos socos no rosto, me deu socos nas costas e 

me violentou de todas as formas. Me bateu muito. Foi muito agressivo comigo e também 

tentou ser com meu filho. Ele pediu o tempo todo para meu filho calar a boca se não ele iria 

agredi-lo e eu tentava o tempo todo acalmar meu filho", conta a vítima.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014


21/05/2014 às 20h32 - Atualizado em 22/05/2014 às 11h27

Ciúmes e traição são principais motivos de agressão contra mulheres no Estado

TV Vitória
Redação Folha Vitória
TV Vitória
Maioria dos casos registrados na delegacia são por causa de ciúmes
Foto: TV Vitória
Entre os vários motivos que levam a mulher a ser agredida pelo companheiro, um deles é o ciúmes. E é o sentimento de posse que, segundo especialistas, acaba fazendo com que o homem não aceite a separação. Em muitos casos, isso acaba em agressão.
Homens que agridem a mulher por causa do vício no álcool, ou por não aceitarem a separação, são os principais motivos que levam as vítimas a registrarem ocorrência em Vitória. Mas na Delegacia da Mulher outra motivação também merece destaque: o ciúme. Um sentimento que se mostra mais forte quando há traição.
No último domingo (18), uma estudante de 32 anos foi agredida com socos e chutes pelo namorado, um lutador de jiu-jítsu, de 24 anos. A agressão aconteceu depois que ela descobriu, pelas redes sociais, que era traída por ele. O crime foi na Praia da Costa, em Vila Velha.
Para a delegada Arminda Rodrigues, na maioria dos casos de agressão, que chegam à Delegacia da Mulher, o sentimento de posse é o que leva o homem a partir para a violência. “Ele pensa que a mulher é propriedade particular dele, e isso vai gerar o ciúmes que termina na agressão física, uma ameaça e até tentativa de homicídio”, afirma.
O caso da estudante não é o único divulgado pela TV Vitória, quando se trata de mulheres que se tornam vítimas dos companheiros. Em agosto do ano passado, uma jovem foi mantida refém por cerca de 2 horas em um apartamento no Centro de Vitória.
A Delegacia da Mulher de Vitória não tem o número de ocorrências de agressão que envolvem traição, porque o cálculo é feito com base no tipo de crime e não na motivação. O que se sabe é que a quantidade de ocorrências na Capital praticamente se manteve estável se comparado ao ano passado. “O homem aceita muito menos essa situação de separação. Se ele trai, muitas vezes a mulher até perdoa, mas o homem não”, aponta a delegada.
Para o psicólogo Adriano Jardim, especialista em comportamento, a traição gera uma quebra de confiança que pode levar o parceiro a romper o relacionamento. É aí que a mulher, tanto nos casos em que ela é a infiel, quanto o parceiro, se torna vítima. “Ao trair, ele oferece a oportunidade para o outro de um comportamento agressivo, explosivo, que no ponto de vista da pessoa está justificado”, explica.

fonte :  http://www.folhavitoria.com.br/policia/noticia/2014/05/especialista-capixaba-afirma-que-traicao-descoberta-gera-violencia.html

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Seminário faz alerta contra abusos sexuais sofridos por crianças e adolescentes

André Sobral
Dia Nacional de Combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
Seminário "Prevenção da Violência Sexual Contra a Criança e Adolescente: Responsabilidade de todos nós" aconteceu no auditório da Prefeitura
Cerca de 250 pessoas lotaram o auditório da Prefeitura de Vitória na manhã desta terça-feira (20) para participar do seminário "Prevenção da Violência Sexual Contra a Criança e Adolescente: Responsabilidade de todos nós".
O evento, realizado no auditório da Prefeitura de Vitória em alusão ao Dia Nacional de Luta contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), reuniu diversos especialistas na temática, que puderam esclarecer dúvidas e promover uma maior reflexão para o enfrentamento do problema.
O secretário municipal de Cidadania e Direitos Humanos, Marcelo Nolasco, abordou os aspectos legais do abuso contra a criança e o adolescente e medidas para sua prevenção. Além disso, Nolasco evidenciou o perfil do abusador e da criança ou adolescente vítima de abuso, destacando a importância da presença da família para a identificação e prevenção do problema.
"Para evitar que a criança ou adolescente seja vítima de abuso sexual, os pais precisam conversar, orientar, escutar e proteger os seus filhos. Atualmente, muitos pais passam o dia inteiro fora e acabam terceirizando a educação dos seus filhos. Precisamos da família mais presente e que todos estejam engajados na proteção do maior patrimônio de uma sociedade, que são as crianças e adolescentes", disse o secretário.

Dados

Nolasco ainda apresentou fotos e vídeos de casos que marcaram sua atuação como titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). "Dados apontam que cerca de 98% dos abusadores são do sexo masculino e 70% convivem no ambiente familiar da vítima, como pai, avô, tio, primo, padastro, vizinho ou um amigo bem próximo da família", alertou.
Dados dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Vitória mostram que o número de casos é alto: somente em 2013, foram registradas 285 ocorrências de violência sexual. Dessas, 190 (67%) das vítimas eram crianças de até 12 anos e 95 (33%), adolescentes.

 fonte : http://www.vitoria.es.gov.br/secom.php?pagina=noticias&idNoticia=14546


sexta-feira, 16 de maio de 2014



Mais um passo das mulheres na luta pela equidade de gênero.

Serviços dão assistência a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual


Somente em 2013, foram registradas 285 ocorrências de violência sexual contra crianças e adolescentes na capital
Baixa autoestima, hematomas ou machucados sem uma explicação clara, perda ou excesso de apetite, busca pelo isolamento, agressividade e comportamentos sexuais inadequados para a idade. Esses são alguns sinais que servem de alerta para identificar uma criança ou adolescente que está sendo vítima de abuso sexual.
Neste domingo (18), é celebrado o Dia Nacional de Luta contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. A data é uma homenagem à menina Araceli Cabrera, que foi abusada e morta aos 8 anos, em 1973. Uma caminhada neste domingo (18) e um seminário na terça (20) vão marcar a data na capital.
Dados dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Vitória mostram que o número de casos é alto: somente em 2013, foram registradas 285 ocorrências de violência sexual. Dessas, 190 (67%) das vítimas eram crianças de até 12 anos e 95 (33%), adolescentes.
Entretanto, esse número pode ser ainda maior, como revela a coordenadora do Fórum Municipal de Enfrentamento à Violência, à Exploração e ao Abuso Sexual Infantojuvenil, Roseane Fernandes. "Sem dúvida, o número de crianças e adolescentes abusadas é muito maior. Muitos casos não chegam a virar denúncia, principalmente, porque o abusador é uma pessoa bem próxima da criança e da família", aponta.

Cuidados

A coordenadora destaca alguns cuidados que os pais devem ter para evitar que os filhos passem por essa situação. "Os pais precisam estar atentos e escutar o que a criança ou adolescente sente diante de situações difíceis, permitir a expressão dos sentimentos de tristeza, raiva ou medo. Também é fundamental dispor de tempo com eles e oferecer o apoio necessário para que se sintam seguros", orienta.

Perfil

Segundo o Fórum Municipal de Enfrentamento à Violência, à Exploração e ao Abuso Sexual Infantojuvenil, geralmente, o abusador é uma pessoa que está acima de qualquer suspeita e faz parte da família ou do círculo de amizade e confiança da vítima. A maioria é do sexo masculino, mas há também abusadores do sexo feminino.
O abusador pode pertencer a qualquer classe social, cor ou religião. São amáveis em sua maioria e até mesmo sedutores, podendo conquistar a vítima com presentes, elogios ou quantias em dinheiro. Além disso, na maioria das vezes, não há nada que chame a atenção para o seu comportamento.
No geral, não há nada em seu comportamento que chame a atenção. Eles tentam ser o mais discretos possíveis. Para conseguir o silêncio das vítimas, utilizam-se de ameaças e chantagens, estabelecendo uma relação de dominação.
Além disso, o abusador faz a criança ou adolescente acreditar que, na verdade, quem está fazendo algo de errado é a própria vítima, fazendo com que elas tenham muito receio em compartilhar a situação que vivenciam.

Rede de atendimento


Centro de Referência Especializado da Assistência Social de Bento Ferreira presta atendimento a vítimas de violência sexual
A rede municipal de atendimento conta com diversos serviços voltados para as vitimas de violência sexual. Nas unidades de saúde, nas escolas ou nos Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da capital, há profissionais preparados para ajudar a família no enfrentamento do problema. Além disso, a administração municipal conta com serviços especializados.
Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Região Centro)
Endereço: rua Aristides Freire, 36, Centro
Telefone: 3132-8065
Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Região Bento Ferreira)
Endereço: Rua José Carvalho, 374, Ilha De Santa Maria
Telefone: 3132-1719
Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Região Maruípe)
Endereço: Rodovia Serafim Derenzi, 10410, Joana D´arc
Telefone; 3233-3420
Serviço de Atenção às Pessoas em Situação de Violência (SASVV)
Endereço: rua Almirante Tamandaré s/nº Anexo II – atrás do Pronto-Atendimento de São Pedro
Telefones: 3332.3290 / 3323.3777
Como Denunciar
Segundo o artigo 245 do Estatuto da Criança e do Adolescente, qualquer cidadão - familiar ou não - tem a obrigação de denunciar até mesmo a suspeita de qualquer tipo de violênca. Em Vitória, as denúncias podem ser feitas:
Conselho Tutelar Centro
Endereço: avenida Marcos de Azevedo, 334, Parque Moscoso
Telefones: (27) 3132-7058 e 3132-7059 e plantão 24 horas pelo telefone (27) 8818-4435
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e plantão 24 horas pelo celular, incluindo sábados, domingos e feriados.
Conselho Tutelar Maruípe
Endereço: avenida Leitão da Silva, 2.580, Santa Luíza
Telefones: (27) 3315-4983 e plantão 24 horas pelo telefone (27) 8818-4511
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e plantão 24 horas pelo celular, incluindo sábados, domingos e feriados.
DPCA – Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (3132.1916)
Endereço: avenida Florentino Avidos, 100 - Vila Rubim - Centro
Telefones:(27) 3132-1916/3132-1917
Atendimento: Segunda a sexta, das 8 às 18 horas
Ministério Público do Espírito Santo
Telefone: 08002839840
ouvidoria@mpes.mp.br
Secretaria Nacional de Direitos Humanos
Disque 100
fonte :  Secom - Prefeitura de Vitória

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Serviço de Atendimento à Vítima de Violência participa de caminhada em Camburi

O próximo domingo (18) é o Dia Nacional de Luta contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e, diante dessa causa, o Serviço de Atendimento à Vítima em Situação de Violência (SASVV) participará da caminhada organizada pelo Fórum Municipal de Enfrentamento à Violência, à Exploração e ao Abuso Sexual Infantojuvenil na praia de Camburi.
O objetivo é envolver a sociedade civil e o governo em torno da necessidade de defesa do direito das crianças de crescer de forma saudável e protegida. A caminhada sairá às 8 horas do píer de Iemanjá e seguirá até o Clube dos Oficiais ao som da Banda Júnior da Polícia Militar do Espírito Santo.

SASVV

Em Vitória, os munícipes contam com o SASVV deste 2011, sendo oferecidos acompanhamentos médico, psicológico, social e de enfermagem, com dispensação de medicamentos e realização de exames gratuitos, mantidos pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus).
São feitos atendimentos a crianças, adolescentes e indivíduos com transtorno mental em toda violação de direitos (violência física, sexual, psicológica e negligência) e a homens e mulheres somente em  situação de violência sexual. O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por clínico geral, pediatra, enfermeiro, assistente social, psicólogo, técnico e auxiliar de enfermagem.
"Um dos objetivos do SASVV é prestar assistência em saúde de média complexidade aos cidadãos da capital em situação de violência, contribuindo com a superação de traumas e interrupção da cadeia de violência" explica Maria Aparecida Lube, que é diretora do SASVV.
Os pacientes são encaminhados para o SASVV através do Disque 100, Ministério Público, Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA), Departamento Médico Legal (DML), Conselhos Tutelares, escolas, unidades de saúde, Rede Socioassistencial e demandas espontâneas.
O SASVV está localizado na rodovia Serafim Derenzi, em São Pedro III, atrás do Pronto-Atendimento de São Pedro. Realiza atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Os telefones são 3323-3777 e 3332-3290.

Araceli

O 18 de maio é uma lembrança do sequestro de Araceli Cabrera Sanches, que, aos 8 anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta. A caminhada reafirma a responsabilidade da sociedade em garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.
 
Fonte:PMV - Com edição de Matheus Thebaldi

terça-feira, 13 de maio de 2014

13/05/2014 - Caminhada em Camburi vai marcar luta contra violência sexual infantojuvenil

Caminhada em Camburi vai marcar luta contra violência sexual infantojuvenil

Enfrentar a violência, a exploração e o abuso sexual praticados contra crianças e adolescentes. Essa é a chamada que o Fórum Municipal de Enfrentamento à Violência, à Exploração e ao Abuso Sexual Infantojuvenil faz para a toda a sociedade. Por isso, neste domingo (18), o órgão quer ver a orla de Camburi repleta de famílias caminhando unidas em defesa da causa.
A caminhada, com saída às 8 horas do estacionamento próximo ao píer de Iemanjá, vai marcar o Dia Nacional de Luta contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes.
Se é necessário realizar ações em prol dessa luta? Os números dizem que sim. Em 2013, foram registrados pelos Centros de Referência Especializado de Assistência Social de Vitória (Creas) 285 casos de famílias que tiveram ocorrências de violência sexual. Desse total, 67%, ou seja, em 190 deles, as vítimas eram crianças e os demais, adolescentes.
Número esse que, para algumas pessoas, pode ser considerado pequeno diante do total de habitantes da capital, mas a vice-coordenadora do Fórum, Patrícia Hulle, reitera que "não". "Essa é apenas a ponta do iceberg, porque a maioria não é notificada, não aparece. A maioria desses casos acontece no ambiente familiar, o agressor é o pai, o padastro, o avô ou um vizinho próximo à família".
Patrícia revela que, dentro desse contexto, muitas famílias não denunciam. No entanto, ela alerta que "ficar calado é aceitar a violência, é ser conivente".

Direito

"A intenção do '18 de maio" é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade para participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual", destaca a coordenadora do Fórum, Roseane Fernandes.
O dia 18 de maio foi transformado, através da lei federal 9970/00, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Fórum

O Fórum Municipal de Enfrentamento à Violência, à Exploração e ao Abuso Sexual Infantojuvenil  é um espaço permanente de discussão das questões relacionadas à violência e à exploração sexual contra crianças e adolescentes, envolvendo organizações governamentais, não governamentais, entidades públicas e privadas e pessoas físicas comprometidas com a temática. Reuniões às primeiras quartas-feiras de cada mês, às 9 horas.

Cajun

Para reforçar a importância de ações para o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, o núcleo do programa Caminhando Juntos (Cajun) do Bairro da Penha vai promover na próxima quarta-feira (14), das 9 às 16 horas, atividades socioeducativas alusivas ao tema.
Serviço
Caminhada pelo fim da violência sexual contra crianças e adolescentes
Quando: domingo (18), a partir das 8 horas
Local: saída do píer de Iemanja, na praia de Camburi

sexta-feira, 9 de maio de 2014

  Bela iniciativa : é através deste tipo de discussão que se chega a equidade.

 Projeto

André Sobral
Universidade Cidadã
Projeto tem o intuito de debater temas voltados para os Direitos Humanos com estudantes universitários
O projeto Universidade Cidadã é uma iniciativa da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos de Vitória para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes, tendo o intuito de levar temas ligados aos Direitos Humanos para alunos de instituições de ensino superior de quaisquer cursos das faculdades parceiras, especialmente aqueles que estejam cursando os quatro primeiros períodos.
Dentro da programação do projeto, os estudantes participam do "Circuito da Cidadania" e conhecem todos os serviços disponibilizados na Casa do Cidadão, assim como as políticas e ações desenvolvidas por cada gerência da secretaria no que tange à promoção dos direitos humanos. As ações fortalecem o exercício da cidadania e a cultura de paz na capital.
Os universitários são convidados a debater sobre diversidade cultural participando de oficinas sobre introdução aos Direitos Humanos, diversidade sexual e prevenção da homofobia, relações étnicorraciais, gênero, mediação de conflitos e direitos do consumidor.

Fonte : http://www.vitoria.es.gov.br/secom.php?pagina=noticias&idNoticia=14408

Implantação da Guarda Municipal é debatida na Serra

GuardaSerra052014_4No dia 06 de maio foi realizada, na Câmara Municipal da Serra, a Audiência Pública para a implantação e criação da Guarda Municipal da Serra cujo proponente foi o vereador Bruno Lamas (PSB).
Os trabalhos foram abertos pelo presidente da Casa de Leis, vereador Guto Lorenzoni (PP) que ressaltou a importância do evento. “Serve para a consolidação da implantação da Guarda Municipal no município”, endossou. O presidente elogiou a iniciativa e lembrou que desde a legislatura passada o vereador Bruno Lamas vem discutindo o tema, que se tornou proposta de governo do prefeito Audifax Barcelos. “Fico hoje satisfeito de estar aqui, pois trata-se de um tema importante para a sociedade serrana e munícipes. isso vai dar o pontapé inicial neste processo”, declarou.
A mesa de debate foi composta pelo capitão Ramon Quedevez representando o 60 Batalhão de Polícia Militar; Alessandro Darós representou a Secretaria Estadual de Segurança Pública; o vereador Jorjão representou a Comissão de Segurança Pública da Câmara da Serra além do Secretário de Defesa Social da Serra, coronel Renato. Da Sociedade Civil integrou a mesa o presidente da subsesção Serra, Eduardo Pandoupho, o Coordenador geral da AMO Jean Cassiano; o presidente da Federação dos Moradores (FAMS), Jacinto Sezini, representante do Conselho Interativo de Segurança Pública de Jacaraípe e Manguinhos, Ronaldo Rodrigues e Eromildo Cruz do Sindicato dos Agentes de Segurança e dos Guardas Municipais do Espírito Santo;
Bruno Lamas enfatizou que a audiência pública contou com requerimento aprovado em Plenário e a Câmara cumpre aqui o seu papel de estar representando a sociedade e estar debatendo assuntos relevantes para essa cidade e a Segurança Pública afeta e interessa a todos. “A Guarda Municipal é um sonho desta cidade e hoje vamos ter oportunidade de conhecer a sua natureza jurídica e tirar as dúvidas, bem como saber sobre o plano de trabalho da prefeitura da Serra para sua implantação”, relatou.
A palestra sobre a natureza jurídica da Guarda Municipal foi feita pelo Dr. Pablo Andrade, advogado e professor de direito.
O Capitão Ramon Quedevez disse que o 60 Batalhão de Polícia Militar aprova e incentiva a criação da Guarda Municipal armada na Serra. “Se será policiamento ostensivo ou não isso veremos com o tempo. O fato é que a Polícia Militar do ES apóia a iniciativa”, enfatizou.
Alessandro Darós informou o apoio incondicional do Governo do Estado para a criação de Guardas Municipais. “O município tem o papel importante no controle da criminalidade. Esse papel é mais na prevenção no que no controle policial, desde que as Guardas Municipais tenha padrão mínimo de qualidade pois não há um marco regulatório sobre o assunto no país”.
 Com certeza será um marco na segurança e combate à violência de todos os gêneros e raças no município de Serra-Es, gostaríamos de parabenizar a Câmara dos Vereadores do município por essa iniciativa.


02.05.2014 - Espírito Santo assina termo de adesão ao Plano Juventude Viva

2 de Maio de 2014
Na manhã desta sexta-feira (2/5), a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), ao lado da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou o Plano Juventude Viva no Palácio Anchieta, em Vitória (ES). O programa, que visa à prevenção da violência contra a juventude negra, vai atuar em seis municípios capixabas, além da capital. Ao todo, o governo federal investe 96 milhões de reais, que serão distribuídos em programas nas áreas de educação, saúde, cultura, justiça, trabalho e emprego, entre outras.
No lançamento, estiveram presentes o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o prefeito de Vitória, Luciano Resende, os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Luiza Bairros (Seppir), a secretária nacional de juventude, Severine Macedo, além de diversos movimentos de juventude, em especial os que atuam com a pauta da igualdade racial. O jovem Carlos Abelhão, 27, milita em prol do povo negro. Ele acredita que a adesão do Espírito Santo ao Plano “é uma oportunidade para mostrarmos para a sociedade essa problemática. Combater a violência é uma luta histórica do movimento negro. Temos que celebrar a conquista”, disse.
A ministra da Seppir, Luiza Bairros, acredita que a imagem da população negra no Brasil, em geral, costuma ser “desqualificada” e “desumanizada” pela sociedade. Ela associa a exposição do povo negro à violência como fator oriundo do racismo. “Todas as ações em várias frentes são importantes, mas a luta contra o racismo não pode parar. Isso também é parte integrante do Plano Juventude Viva. É nosso desafio", frisou.
Taxas de homicídios - De acordo com o Ministério da Saúde, o Espírito Santo ocupa o segundo lugar em taxas de homicídios contra jovens no país, estando abaixo apenas do estado de Alagoas. As cidades que vão receber o Plano são Vitória, Vila Velha, Cariacica, Linhares, os municípios de Serra, Guarapari e São Mateus. Juntas, elas concentraram, em 2011, 73% das mortes registradas em todo o estado.
O Plano foi construído a várias mãos, unindo esforços dos movimentos sociais que conseguiram pautar a questão na esfera pública. É o que afirma a secretária Severine Macedo. “O movimento negro no Brasil denuncia o genocídio da juventude negra há anos. O Plano é um esforço conjunto de articulação entre as políticas dos governos federais, estaduais e municiais e foi feito a partir das demandas da sociedade”. Ela citou também a necessidade de aprovação do Projeto de Lei 4471, que tramita na Câmara dos Deputados propondo-se a apurar com mais critério os casos de letalidade derivada do emprego da força policial.
A partir dessa recorrência história de violência no estado, a ideia é que o Juventude Viva possa combater o problema ofertando serviços públicos que garantam a direitos da população jovem, compreendida entre 15 e 29 anos. "O Juventude Viva contempla uma série de políticas para tentar mudar a cultura de violência e oferecer alternativa para os jovens. É um processo longo, mas precisamos investir", afirmou ministro-chefe da SGPR, Gilberto Carvalho.
Qualquer pessoa ou instituição pode fazer parte da Rede Juventude Viva e atuar no enfrentamento à violência contra a juventude negra brasileira. Cadastre sua instituição clicando aqui! Quem já fazia parte da rede, também deve se recadastrar. Você também pode participar da comunidade Rede Juventude Viva no Participatório e contribuir com os debates e discussões! Se quiser saber mais informações, acesse o site oficial do Juventude Viva (www.juventude.gov.br/juventudeviva)



 Entidades capixabas lançam nota de repúdio contra linchamento de jovem negro na Serra
         “República das Bananas” costuma ser um termo usado para países que dependem economicamente de nações mais ricas e que têm classes sociais bem definidas: uma base trabalhadora pobre e uma elite, que, apesar de minoria, mantém seu poder político econômico. A fruta costuma também ser utilizada para hostilizar negros em episódios de discriminação racial. Desses simbolismos pejorativos, a banana (apesar de não ter nada a ver com isso) está em alta no momento e, quem diria, numa suposta luta contra o racismo, depois dos fatos ocorridos no futebol espanhol envolvendo jogadores brasileiros.
         Enquanto a foto da superestrela Neymar comendo banana tem sido exaltada por famosos e outros nem tanto e compartilhada excessivamente nas redes sociais em apoio ao jogador Daniel Alves, colega de time que comeu uma banana jogada por torcedores europeus, uma causa igualmente ou até mais justa segue em pleno anonimato, aqui no Estado. O caso do jovem negro capixaba Alailton Ferreira, assassinado aos 17 anos, num episódio macabro de linchamento com evidentes componentes racistas, permanece confinado a um debate indignado entre amigos, familiares do jovem e ativista do movimento negro, sem encontrar eco junto ao governo do Estado e à mídia.
         Ser vítima de racismo tendo uma conta bancária estratosférica, como as  estrelas do futebol europeu  Neymar e Daniel Alves, pode ser até moleza: eles possuem o prestígio e a fama que a profissão lhes dá para conquistar apoio de famosos e lançar campanha publicitária milionária. Aqui, entidades ligadas aos movimentos sociais, aos direitos humanos e ao movimento negro só podem contar com a solidariedade de quem deseja uma sociedade menos desigual. Daí a razão pela qual fizeram nota de repúdio contra o linchamento e a omissão do governo do Estado.  As assinaturas de apoio estão sendo recolhidas no site Petição Pública e, além de endereçada ao governo, também serve de reflexão de toda sociedade capixaba e brasileira.
         Acusado injustamente por estupro (a própria Polícia alega não haver qualquer indício de que Alailton, que tinha problemas mentais, praticou o crime), o espancamento, que aconteceu, na tarde de 6 de abril, no bairro de Vista da Serra II, causou indignação nacional e até internacional por sua crueldade. Apesar disso, não passou de mais um fato corriqueiro relatado nas páginas dos jornais do Estado, sem qualquer reflexão sobre o tema ou campanha de conscientização contra o racismo patrocinada por entidade pública ou privada.

1 de maio de 2014