"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."
Nelson Mandela
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS REFERENTE AO TEMA DO MÓDULO 2
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Mais de mil pessoas procuraram a Coordenação de Atendimento as Vitimas de Violencia e Discriminação (Cavvid) que funciona na Casa do Cidadão, em Vitoria, somente no ano passado. 88% dos atendimentos estão relacionados a violência doméstica, já os casos de discriminação racial somaram 6% dos registros.
Entre os serviços prestados pela Cavvid estão acolhimento, acompanhamento social, psicológico além de orientação jurídica, tanto para a vítima quanto para o agressor. Mais do que tratar do fato ocorrido, o trabalho também é para evitar que novos casos aconteçam.
Segundo a coordenadora do Cavvid, Lorena Padilha, o serviço é gratuito e atende não só o morador de Vitória como de todo o Estado, dependendo da situação. “Para a violência doméstica e discriminação racial os nossos serviços existem para os moradores de Vitória. Porém, nos casos de discriminação por orientação sexual, através de uma parceria, nós atendemos todo o Estado”, explica a coordenadora.
Há cinco anos convivendo com o preconceito e a discriminação. Assim ficou a vida do auxiliar administrativo Vanderlei Tongo depois que ele assumiu a homossexualidade. Na época era casado e foi acusado pela ex-mulher de abusar do próprio filho. Comprovou na Justiça que era inocente.
Mesmo assim, o auxiliar ainda está proibido de ver a criança e continua sofrendo com a exclusão social. “Meu filho vive uma mentira. Eu sei onde ele mora, eu sei onde ele estuda e não posso vê-lo, abraçá-lo. As datas que eu quero estar junto com ele eu não posso”, conta.
Vanderlei recebeu atendimento na coordenação e garante que graças ao tratamento hoje pode levar uma vida quase normal, só falta a presença do filho. “Eu não vou desistir dele. Eu não sei o que me espera no futuro, mas eu vejo um futuro com ele. Vivendo normalmente como a gente sempre viveu”.